O recente tarifaço dos Estados Unidos mexeu direto com a logística global de tecnologia e acabou pesando no bolso de quem vive no Brasil. Pra galera que planejava dar aquele upgrade no setup em 2026, a alta do dólar somada às novas taxas de importação transformou peças intermediárias em artigos de luxo. Como grande parte do hardware e dos chips passa por rotas ou distribuidoras americanas antes de chegar aqui, o repasse desse custo para o consumidor final nos grandes e-commerces foi inevitável.
As peças que mais sofreram com esse aumento foram as placas de vídeo (GPUs), os processadores (CPUs) e as memórias RAM. Para ter uma ideia da facada, em 2024 uma placa como a GeForce RTX 4060 custava na faixa de R$ 2.000 a R$ 2.400. Agora em 2026, essa mesma placa não sai por menos de R$ 3.400 a R$ 3.800 no varejo nacional. Até os kits de memória DDR5 de 32 GB, que ficavam por uns R$ 750 há dois anos, encareceram e já passaram dos R$ 1.300, travando o plano de muita gente de migrar para plataformas mais novas.
A saída pra não estourar o orçamento e continuar jogando é recorrer a placas de gerações passadas, como a GTX 1660 Super ou a Radeon RX 6600. É verdade que a GTX 1660 Super não tem tecnologias mais novas, como Ray Tracing ou o gerador de quadros do DLSS 3, mas os seus 6 GB de VRAM ainda dão conta do recado em 1080p. Ela é uma escolha certeira para jogos competitivos mais leves, como Valorant, CS2, League of Legends e Overwatch 2, garantindo aquela taxa de FPS alta e estável que todo mundo busca para ter baixa latência nas partidas.
Por outro lado, é bom ficar ligado: economizar pegando um hardware mais antigo tem seu preço nos jogos pesados de última geração. Placas antigas ou com pouca memória sobram nos eSports, mas sofrem com travamentos e demoram para carregar texturas em lançamentos exigentes. Outro problema é que o mercado de peças usadas também inflacionou por tabela, então vale a pena checar o estado de conservação da placa e se as ventoinhas estão funcionando direitinho antes de comprar de terceiros.
Projetando um cenário para 2027, caso o tarifaço chegue ao fim e o comércio internacional se acalme, a tendência é que os preços voltem a baixar gradativamente no Brasil. Conforme os estoques antigos forem zerando e novos lotes chegarem sem as taxas abusivas, o mercado tende a se estabilizar de novo. Até que isso aconteça, a melhor jogada é espremer o máximo do seu PC atual via software, ativando tecnologias de renderização como o AMD FSR e ajustando as configurações dos jogos até o momento certo de fazer o upgrade.
Fontes:
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TudoCelular / Ministério da Fazenda — Resolução GECEX e análise do aumento do Imposto de Importação sobre CPUs, GPUs e memórias RAM
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Adrenaline / TecMundo — Histórico de preços e cotações de hardware intermediário no Brasil (2024–2026)
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G1 Economia / Jovem Pan News — Cobertura das políticas tarifárias de importação/exportação e impactos na cadeia industrial
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